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Psicopedagoga Clinica e Institucional.

sábado, 9 de julho de 2011

Dislexia


 A dislexia é um dos muitos distúrbios de aprendizagem. É específico da linguagem e se caracteriza pela dificuldade de decodificar palavras simples, dificuldade esta não esperada em relação à idade. Apesar de instrução convencional, adequada inteligência, oportunidade sociocultural e ausência de distúrbios cognitivos e sensoriais fundamentais, a criança falha no processo da aquisição da linguagem. A dislexia se apresenta em várias formas de linguagem, freqüentemente incluídos problemas de leitura, aquisição e capacidade de escrever e soletrar. Sabe-se que é um distúrbio genético e hereditário, mas não se sabe ao certo as causas da dislexia. Pesquisas nesse sentido estão sendo realizadas nas áreas biológicas, lingüísticas, neurológicas, auditivas e visuais. São dezenas os sintomas que caracterizam o distúrbio. Na fase pré-escolar, sinais como pouca atenção, atraso no desenvolvimento da fala, dificuldade de aprender rimas e canções, fraco desenvolvimento da coordenação motora são alguns dos indicativos de que a criança pode ser disléxica. Na idade escolar, adicionam-se dificuldade na coordenação motora para desenhos, pintura, ginástica e dança, confusão entre esquerda e direita, desorganização (por exemplo, constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares) e dificuldade na leitura, matemática, desenho geométrico, entre outros. Quem é disléxico, até na idade adulta sofre para soletrar palavras e tem a memória imediata prejudicada. Para tratar a dislexia, é fundamental um diagnóstico multidiciplinar feito por uma equipe de psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo e se necessário outros profissionais para se determinar – ou eliminar – fatores, em todas as áreas que possam estar comprometendo o processo de aprendizagem. Informações como: o desenvolvimento da criança, histórico familiar, desempenho escolar, métodos de ensino e repertório adquirido também são de muita importância. A constatação de que uma criança é disléxica, principalmente no grau mais severo, provoca ansiedade tanto na família, quanto na escola e nos profissionais de reeducação, sabedores que são das limitações que existem na colaboração familiar e das difíceis adequações escolares. Em relação à criança, definir a causa de suas dificuldades provoca mais sensação de alívio do que angústia, pois, pelo menos, não ficará mais exposta ao rótulo de preguiçosa, desatenta, bagunceira, etc. O profissional mais adequado para trabalhar com o disléxico é o fonoaudiólogo, pois sua principal dificuldade é fazer a relação letra e som. Mas dependendo do grau da dislexia (leve, média ou severa) e do tipo (visual, auditiva ou mista), um psicopedagogo também poderá acompanhá-lo. Os adolescentes e adultos disléxicos normalmente têm a auto-estima muito rebaixada e necessitam de acompanhamento psicológico. O tratamento é longo, cumulativo e sistemático.
Maria Angela Nico é fonoaudióloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), psicopedagoga clínica, coordenadora técnica e científica da Associação Brasileira de Dislexia e especialista em diagnóstico e tratamento de disléxicos
http://www.terra.com.br/istoegente/223/saude/index.htm
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Famosos com dislexia.
Hans Christian Andersen - Harry Anderson - Ann Bancroft - Harry Belafonte - Neil Bush (filho de Barabara e George Bush) - Stephen J, Cannell - Cher - Agatha Christie - Wiston Churchill - Tom Cruise - Fred Curry - Leonardo da Vinci - Dr. Red Duke - Frank Dunkle - Tomima Edmark - Thomas Alva Edison- Albert Einstein - Gustave Flaubert - Danny Glover - Tracey Gold - Whoopi Goldberg - Dr. John R. Horner - William James - Bruce Jenner - Magic Johnson - Thomas H. Kean - Greg Louganis - General George Patton - Robert Rauschenberg - Nelson Rockefeller - Nolan Ryan - Charles Schwab - Jackie Stewart - Richard Strauss - Roger W. Wilkins - Woodrow Wilson - Henry Winkler - William Butler Yeats - Alexander Graham Bell - George Burns - Stephen J. Cannell - Walt Disney - Henry Ford - William Lear - Jay Leno - Quentin Tarantino.
Hans Christian Andersen, além de outros livros infantis é autor de O Patinho Feio, história que bem reflete estados psicológicos de um disléxico severo, sua baixa auto-estima, a consciência de seu potencial. Esse livro foi traduzido em muitos idiomas através de quase todo o mundo. Por causa de sua severa disgrafia, suas histórias foram ditadas a um escriba.
Andersen teve sérias dificuldades na escola e, durante toda a sua vida, não conseguiu aprender a soletrar e a escrever em sua língua nativa.
Agat, escritora: "Eu, por mim mesma, sempre me reconheci ...como a 'mais lenta' da família. Isto era inteiramente uma verdade e eu sabia disto e aceitava isto".
Cher, cantora e atriz: "Meus dias na escola foram muito difíceis. Eu só conseguia aprender quase tudo, através de meu canal auditivo. Por isto, em meu boletim sempre constava a seguinte observação: "Não se valeu de todo seu potencial para aprender".
ha Christie
Winston Churchill: "Fui totalmente desestimulado em tudo, em meus dias de escola. E nada é mais desencorajador do que ser marginalizado em sala de aula, o que leva a nos sentirmos inferiores em nossa origem humana".
Tom Cruise, ator: "Eu tinha que treinar a mim mesmo para concentrar minha atenção. Assim, me tornei muito visual e aprendi como criar imagens mentais para poder compreender o que lia".
Leonardo da Vinci, artista, escultor, cientista: "Você poderia preferir um bom cientista sem habilidades literárias, a um literata sem conhecimentos científicos".
Dr. Red Duke, físico, âncora de TV americana: " Tenho mais que um grande interesse em
dislexia porque, como adulto, em algum lugar ao longo da linha, finalmente, descobri que 'was' não é 'saw' e que tenho uma real e boa tendência a memorizar palavras de trás para frente... Tenho boa memória; graças a Deus, posso lembrar as coisas realmente rápido. Porém quando eu era uma criança e porque ninguém sabia nada sobre dislexia, nós tínhamos que encontrar o nosso jeito de ir adiante".
Thomas Alva Edison, o maior inventor de todos os tempos: "A mais satisfatória forma de arrebatamento é pensar, pensar e pensar".
Albert Eisntein, um dos maiores cientistas de todos os tempos: "Quando eu lia, somente ouvia o que estava lendo, e era incapaz de lembrar a aparência visual da palavra que lia".
Danny Glover, ator: "As crianças faziam piada de mim por causa da minha pele negra, de meu nariz grande, e porque eu era disléxico. Já como ator, demorou um longo tempo para que eu pudesse entender por que as palavras pareciam misturadas em minha mente e eu as
pronunciava de maneira diferente".
Tracey Gold, atriz: "Você tem que lutar duramente para ter sucesso. Porém isto faz de você uma pessoa mais forte".
Whopppi Goldberg, atriz: "Minhas lembranças da escola não são minhas coisas favoritas...
Nós não somos estúpidos - nós temos uma deficiência e essa deficiência pode ser superada".
Magic Johnson, jogador americano de basquete: "Os olhares, as celebridades, os sorrisos...
Eu queria mostrar a cada um que podia fazer o meu melhor, mas, também, que eu era capaz de ler".
Greg Louganis, duas vezes ganhador de Medalha de Ouro Olímpica: "Dislexia! Este era eu; este foi meu problema. Você não pode imaginar que alívio é para alguém com dezoito anos saber que ele não é mentalmente retardado".
General George Patton, gênio militar da II Grande Guerra Mundial, "Old Blood and Guts". Extraído da biografia escrita por Martin Blumenson: " Jovem George... Embora brilhante, inteligente e transbordando energia, ele era incapaz de ler e escrever. Para ele, as letras impressas nas páginas pareciam-lhe de cabeça para baixo ou impressas em sentido de direção reversa... A esposa de Patton corrigia sua soletração, sua pontuação, sua gramática".
Nelson Rockefeller, governou a cidade de New York: "Eu mesmo fui uma daquelas crianças enigmáticas - um disléxico, ou leitor reverso - E para mim, ainda hoje, é difícil ler".

Henry Winkler, ator, diretor e produtor americano: "Quando criança, eu era rotulado de estúpido e preguiçoso. Meus pais não tinham nenhuma idéia de que eu tinha dificuldades de aprendizado".
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Visite o site abaixo e saíba mais sobre dislexia.:
  
Avaliação é importante?
   
Sim, muito importante. Ela é fundamental para entender o que está acontecendo com o indivíduo que apresenta sintomas de distúrbio de aprendizagem. Além do que, é pela avaliação multidisciplinar que se tem condições de um encaminhamento adequado a cada caso, considerando as várias possibilidades, inclusive de manifestação da própria dislexia.



E porque um diagnóstico multidisciplinar e de exclusão?
Somente um diagnóstico multidisciplinar pode identificar com precisão o que está ocorrendo. Os distúrbios de leitura e escrita são os fatores de maior incidência em sala de aula, mas nem todos têm uma causa comum. Embora a dislexia seja o maior índice, outros fatores também podem causar os mesmos sintomas; distúrbios psicológicos, neurológicos, oftalmológicos, etc.
Uma equipe multidisciplinar analisa o indivíduo como um todo, verificando todas as possibilidades. Não se parte da dislexia, mas se chega à dislexia, excluindo qualquer outra possibilidade. Por outro lado, se um outro fator for confirmado, o encaminhamento também se dará de modo que o avaliado possa ter um acompanhamento adequado.